Encaixar vs ser parte de algo maior do que eu

Como esta perspetiva pode ajudar a redefinir o propósito pessoal

Pertencer, contribuir e ser apoiado nos nossos interesses num ambiente nutridor, são necessidades humanas fundamentais que podem ser bastante difíceis de satisfazer na maioria das estruturas organizacionais que alicerçam as nossas vidas.
Se nos encontrarmos nesta situação, provavelmente estamos operar a partir de um dos 5 modus operandi que se seguem ou uma combinação dos mesmos.
– Acredito nesta organização (empresa, família, associação …) mesmo que não seja perfeita traz ordem e estabilidade à minha vida, e estou empenhada em fazer o melhor que puder, apesar de às vezes uma parte de mim se sentir assoberbada e pergunta-se se isto é tudo o que há a viver.
– Não me sinto alinhado com muito do que acontece nesta organização, mas não vejo nenhuma alternativa alcançável, então faço o mínimo para não ter problemas e vivo um dia de cada vez.
– Não estou satisfeito com a organização e sinto um senso de missão para operar mudanças e transformações positivas. Dependendo se é o momento certo e se os recursos de desenvolvimento apropriados estão disponíveis, posso encontrar o meu próprio caminho e alcançar algum nível de sucesso ou posso começar a oscilar para algumas das respostas seguintes.
– Crio a minha própria estrutura alternativa, que pode se tornar uma alternativa integrada ou uma bolha mais pessoal para me proteger e entrar em incubação.
– Tendo experimentado uma combinação das respostas anteriores, uma consciência interna e externa desenvolve-se, trazendo uma noção do que o sistema ou estrutura como um todo necessita e o que me sinto motivado a contribuir em relação às necessidades percebidas.
Sempre que operamos com uma combinação das 3 primeiras respostas,  encontramo-nos na mentalidade  de “encaixar”, mesmo que tenhamos sucesso, provavelmente significa que alguém nesse sistema não está a ter sucesso e está desinteressado de alguma forma.
A quarta resposta é um espaço intermediário que pode ou não estar integrado em sistemas vivos maiores. Quando esse espaço se torna mais integrado, estamos a agir com a consciência descrita na 5ª forma de responder.

Esta reflexão pode ajudar a ganhar mais clareza sobre como encontrar propósito sem ficar preso na mentalidade de encaixar ou em numa mentalidade egocêntrica em que procuramos o que é importante para nós, sem considerar os outros e o ambiente como parte dos sistemas vivos aos quais pertencemos.
Tendo como referência a 5ª resposta, podemos dizer que quando estamos cientes dos nossos interesses e das necessidades do sistema em que nos inserimos, é possível traduzir essa consciência num papel-chave que podemos desempenhar naquele sistema – se quisermos, e o mesmo se aplica a todas as outras partes desse sistema vivo.
Portanto, propósito é uma função que dinamizamos num contexto mais amplo que está sempre em mudança e evolução. O potencial vai se tornando manifesto, e com cada mudança resultante, surgem novas oportunidades para gerar mais potencial latente – conforme nós e os sistemas evoluímos, energizamos diferentes papéis que são guiados pelo propósito que emerge de dentro para fora.

Saber é fazer…

  • Se eu pensar em termos de propósito, quais são as crenças subjacentes que sustentam minha posição pessoal?
  • Perante perspetivas diferentes das minhas, como reconheço a tendência de me agarrar ao que é familiar e permanecer aberto para expandir minha própria caixa?
  • Estou disposto a questionar os acordos implícitos que mantêm o status quo e enfrentar o medo de ser ostracizado e rejeitado? Tenho ao meu dispor os recursos e uma comunidade para o fazer?
  • Estou aberto para me familiarizar com formas alternativas de colaboração? Como pretendo fazer isso?
  • Quais são as minhas tendências na dança entre tradição e inovação?

“Estou a tornar-me Homo Veritas”   

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By |2021-10-20T18:43:00+01:00Outubro 5th, 2021|Uncategorized|0 Comments

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